4 de outubro de 2026

Frentz – With The Blues – 2025

 

01. Bartender 03:07
02. Border Of Time 03:16
03. Friends With The Blues 03:32
04. I Wish 04:00
05. Labor Makes Love 04:26
06. Old And Battered 03:32
07. Out Of My Head 04:48
08. The Page 04:05
09. What If 03:48
10. Where Did I Loose You 03:23
11. Where Do You Go Tonight 03:59
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Onze faixas e um nome holandês no catálogo do blues

With The Blues, de 2025, chega creditado a Frentz — e, no copyright, a Lex Frentz — como disco holandês de blues/rock com onze faixas em inglês.

Não há entrevistas, encarte detalhado nem resenha de veículo sólido que nomeie banda, estúdio ou faixas de destaque. 

O que se confirma no catálogo é o próprio recorte: títulos como “Bartender”, “Friends With The Blues”, “Labor Makes Love”, “Old And Battered” e “Where Did I Loose You”, durações entre cerca de três e cinco minutos, e o registro de “Border of Time” (3:16) sob © 2025 Lex Frentz. 

O mesmo nome já havia aparecido em 2021 com Don’t Know Why (Traxfree), álbum de blues produzido com Maurits de Weerd, misturando composição própria e leituras de B.B. King, John Hiatt e Warren Haynes.

Plataformas digitais listam Frentz como intérprete e, em pelo menos uma faixa do disco novo, também creditam Suno AI na música. 

Sem nota de gravação publicada, fica só o fato de catálogo: o lançamento existe como álbum de 2025, não como objeto coberto pela imprensa blues holandesa.

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3 de outubro de 2026

Robin Trower – Shine (2026)

 

1. The Missing Piece — 02:54
2. Shine — 03:49
3. Love By Any Other Name — 04:34
4. Live Your Time — 03:06
5. Faith — 03:32
6. Driving On Through — 03:28
7. Truth — 04:06
8. The Race — 03:51
9. Without You — 03:21
10. It's Not Time — 06:27
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Dez faixas e o Marshall ainda no talo

Shine (Provogue / Artone, 25 de setembro de 2026) é blues-rock de Robin Trower: dez originais, cerca de 39 minutos.

Ele produz e toca guitarra e baixo. Chris Taggart está na bateria; Richard Watts canta. Jess Hayes entra em “Truth”. Fontes e o site oficial destacam o single “Live Your Time” (3:06), cujo riff soul-funk o próprio Trower descreve como um dos melhores que já teve, além de “Faith” e o encerramento “It’s Not Time” (6:27). O tom vem da Stratocaster no Marshall alto, com groove, wah e solos longos.

As sessões começaram no Studio 91, em Newbury, e fecharam no The Pines, com o engenheiro Sam Winfield. O disco chega um ano depois de Come And Find Me (2025), na mesma linha recente do músico que passou por Procol Harum e por Bridge of Sighs (1974).

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Billy Hawks – The New Genius Of The Blues 1967, Heavy Soul! 1968 – 2014

 

01. Got My Mojo Working (But It Just Won’t Work On You) (2:50)
02. I’ll Wait For You Baby (3:50)
03. I Got A Woman (3:38)
04. Why Do Things Happen To Me (4:54)
05. Let Me Love You Before You Go (2:53)
06. I Wish You Love (2:34)
07. Mean Woman Blues (3:53)
08. I Just Want To Make Love To You (3:31)
09. Every Time It Rains (2:22)
10. Hawk’s Blues (4:23)

Heavy Soul! (1968)
11. O’Baby (I Believe I’m Losing You) (3:07)
12. Drown In My Own Tears (4:46)
13. Whip It On Me (3:21)
14. What More Can I Do (3:09)
15. Heavy Soul (5:26)
16. You’ve Been A Bad Girl (2:45)
17. I’ll Be Back (2:41)
18. I Can Make It (4:13)
19. That’s Your Bag (5:31)
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O Hammond que a pista inglesa redescobriu tarde demais

Este CD da BGP/Ace de 2014 junta os dois únicos LPs que Billy Hawks gravou para a Prestige: The New Genius Of The Blues (1967) e Heavy Soul! (1968), soul-jazz com órgão Hammond, voz e blues de club.

Hawks canta e toca órgão (e gaita no primeiro disco). Em 15 de novembro de 1966, no estúdio de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs, ele gravou o debut com o guitarrista Joseph “Boogaloo Joe” Jones e o baterista Henry Terrell, produção de Cal Lampley. 

No ano seguinte, em 6 de dezembro, voltou a Van Gelder com Maynard Parker na guitarra, Terrell na bateria e o tenor Buddy Terry em algumas faixas. As fontes da gravadora e da discografia apontam o groove de “O’Baby (I Believe I’m Losing You)”, o fogo de “Got My Mojo Working” e a leitura de “I Got A Woman” — originais como “Whip It On Me” entram no mesmo pacote de trio e quarteto com voz.

O formato órgão-voz estava em alta em 1966–67; Hawks misturou standards de R&B com composições próprias. A curiosidade da sessão é o endereço clássico: as duas datas saíram da mesa de Van Gelder. 

O fato histórico é que “O’Baby” virou chamada de pista no jazz dance britânico depois que Baz Fe Jazz e Gilles Peterson a colocaram no radar — a BGP nasceu em 1987 com esse número — e Hawks já tinha morrido no início dos anos 80, segundo o irmão Leroy Hawkes, que cedeu fotos e entrevista para o encarte desta reedição.

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2 de outubro de 2026

Crazy Texas Gypsies - Too Much Fun 2005

 

 1. It's tough - 3:11
 2. High heeled - 4:00
 3. Too much fun - 4:08
 4. Hold me tight - 3:38
 5. Crazy - 4:06
 6. I didn't expect it - 6:44
 7. Strangers - 5:18
 8. You fool you - 4:30
 9. Texas women - 4:51
10. Can't let go - 5:24
11. Angel eyes - 4:06
12. Take me away - 4:52
13. Dancin' like a gypsy - 6:10
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Nevada no bolso, Texas no groove

Too Much Fun, dos Crazy Texas Gypsies, saiu em 2005 de forma independente e é um disco de blues com pé no rock: 13 faixas, cerca de uma hora, guitarra na frente e Hammond no meio do caminho. Em julho daquele ano o Reno News & Review flagrou o quarteto ainda inteiro — Kenny Williams na guitarra e no vocal, Kevin Fraser no baixo, Jerry Coleman na bateria e Bob Cancro no órgão — ensaiando no quintal de Fraser e falando de um CD novo e de uma turnê pelo Sudoeste.

Ninguém no grupo era de Reno nem do Texas, mas a banda tinha virado casa na região. O som é o formato clássico que eles mesmos descreviam: guitarra, baixo, bateria, órgão e voz, feito para dançar. No repertório entram a faixa-título, “Dancin’ Like a Gypsy”, “Strangers”, “Can’t Let Go” e “I Didn’t Expect It”, sem que a imprensa da época tenha isolado uma delas como carro-chefe.

Williams contou que ensaiaram uma, duas, três noites por semana durante cerca de um ano antes de achar que estavam prontos para o primeiro show. O álbum saiu no mesmo período em que a banda, já com a empresária Katy Baker, abria para o ZZ Top e levava o blues de Virginia City até a Shoreline.

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Misty Blues – Still Ticking (2026)

 

01 – State Of The Union
02 – I Don’t Wanna Be
03 – Gimme Some More
04 – This Love
05 – On The Town
06 – Endless Tears
07 – Roll Right In
08 – Trifling Man (feat. Lady Bianca)
09 – Mess With Me
10 – Passion
11 – Battle Cry (feat. Chantell McCulloch, Candice Ivory, 
Carly Harvey, Alexis P. Suter & Kat Riggins)
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O relógio do blues ainda bate em Massachusetts

Still Ticking, 18º disco de estúdio do Misty Blues, saiu em 31 de julho de 2026 pela Guitar One Records. 

A própria banda chama o som de blues fusion: cada faixa nasce no blues e se enrola em funk, folk, jazz ou soul.No centro está Gina Coleman, voz e guitarra, com Seth Fleischmann na guitarra, Rob Tatten na bateria, Aaron Dean no sax, Diego Mongue no baixo, órgão e percussão e David Vittone nos teclados. 

As resenhas e o anúncio voltam sobretudo a Battle Cry, primeiro single com Chantell McCulloch, Candice Ivory, Carly Harvey, Alexis P. Suter e Kat Riggins; a Trifling Man, dueto com Lady Bianca; e a Passion. Sax, órgão e o groove da seção rítmica sustentam o disco de onze faixas, também disponível em CD e vinil.

Pela primeira vez a capa foi feita sob medida por Michael Mongue, marido de Gina e pai de Diego, em vez de aproveitar uma obra já existente.A maior parte das canções foi escrita por Coleman em 2025 e arranjada num fim de semana da banda em Nantucket, em novembro; a gravação rolou em fevereiro e março de 2026 no Playing Field Studio, em Williamstown, com Diego como engenheiro principal. 

O título marca o 27º ano do grupo: depois de dezoito álbuns, o Misty Blues ainda está no relógio.Se gostou, veja também… dê o play, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — e no Spotify