6 de outubro de 2026

Kareyce Fotso - Mokte 2014

 

01. Te Wa Vounan Ne Ma
 02. Ndolo, comment ça va ?
 03. Azany
 04. Manke
 05. Just Believe
 06. Kak Pou Tseu
 07. Kowadi
 08. Messa
 09. Tiwassa
 10. Youmbata
 11. Ke Wouac A
 12. Aya
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Acreditar, em oito línguas

Mokte, terceiro álbum de Kareyce Fotso, saiu em 2014 pela belga Contre-Jour como um afro-folk acústico e íntimo: voz à frente, violão e um grupo enxuto de guitarristas, percussionistas e backing vocals. O título, em ghomala’, significa “acreditar”.

Nascida em Bandjoun em 1º de fevereiro de 1979 e criada no bairro Mvog-Ada, em Yaoundé, a cantora e guitarrista canta as doze faixas em oito línguas de Camarões. Em cerca de metade delas ela mesma toca violão. “Manke” abre espaço para violoncelo e flauta; nela, Fotso pede desculpa e admite falhas. “Just Believe” reduz o arranjo a voz e guitarra, começa em inglês, muda de língua, inclui um assobio e fecha com um toque de gospel. 

“Azany” parte num ritmo vivo, desacelera num deslize à maneira malinesa e volta a subir, com a voz sustentada no clímax. “Kowadi”, escrita por Isnebo Haman, é um dos pontos altos apontados na imprensa; “Messa” soma a guitarra dela a outras três e um trecho falado.

A maior parte do disco foi gravada no estúdio Moto Records, em Yaoundé, com realização de François Kokelaere e Gino Sitson. Para cada língua que queria usar — bamiléké, fulfulde, duala —, Fotso procurou músicos que a falassem e pediu que trouxessem o tempero da própria região.

O projeto nasceu de um choque: de volta a Camarões, ela ouviu que não estava em casa em Yaoundé só porque os pais vinham do Oeste, e trocou o título previsto, The Traveller, por Mokte. O lançamento oficial foi em 20 de maio de 2014, Dia da Unidade Nacional do país.

Se gostou, veja também o anterior Kwegne, de 2010, no mesmo selo. O Mokte está no Spotify; se quiser ouvir agora, comentar ou passar no blog, o endereço é https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



5 de outubro de 2026

Kels – Dirty Blues Princess (2026)

 

01 – Gone
02 – Daddy’s Not The One
03 – 6Ft Under
04 – Fly On The Wall
05 – Call Me
06 – Worn Out Shoes
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A princesa do dirty blues que escreveu o disco entre faxina, 
estrada e jam de jazz

Dirty Blues Princess, EP de estreia de KELS lançado em 12 de junho de 2026, é o ponto em que a cantora de Pittsburgh radicada em Atlanta batiza de vez o som que vinha testando nos bares: o que ela mesma chama de dirty blues, mistura de blues, folk, country e soul nascida da formação em jazz. São seis faixas, cerca de 19 minutos, todas escritas por ela e co-produzidas por ela, sob licença da KELS Music para a Universal Records Distribution, com vinil cherry red pela Cherry Red.

No palco o quinteto que a acompanha em gravações ao vivo recentes junta Tim Neumann na bateria, Nate Light no baixo, Woody Aplanalp na guitarra e Pat Wailes no saxofone — o sopro que puxa o arranjo para o lado de um soul revue em vez do doze compassos reto. As lojas e o material de lançamento destacam “Gone”, “Daddy’s Not The One” e “Call Me”; “Gone”, single de 2025, é o corte que a divulgação trata como ponto de ruptura, depois de meses de posts diários. “Daddy’s Not The One”, último single antes do EP, entra com linha de baixo lisa e vocal de peso em torno de traição, drama de cidade pequena e acerto de contas. “6ft Under”, single de março de 2026 sobre trauma geracional, ancora o disco na leitura da SEE ROCK LIVE.

Ela contou à The Current que as seis músicas saíram entre 2023 e 2026, várias escritas em Atlanta, outras na estrada e algumas em Los Angeles, e que só agora sentiu ter público para um primeiro projeto de verdade. Em 2 de setembro de 2026 postou “6ft Under” ao vivo numa oficina mecânica, caminhonete parada ao fundo, com o mesmo quinteto e uma leitura mais solta do que a de estúdio.

Em 22 de agosto de 2026, no primeiro show europeu, lotou a sala pequena do Paradiso, em Amsterdã, com cerca de 250 pessoas: cinco das seis faixas do EP entraram no set, “Daddy’s Not The One” ganhou aplauso de reconhecimento e “Gone” fechou com a plateia cantando junto — a banda ficou nos Estados Unidos e ela tocou com backing tracks. O EP chegou ao 36º lugar do Official Album Downloads Chart do Reino Unido na semana de 25 de junho; no mesmo ano ela cantou o hino no Draft da NFL, em Pittsburgh, e no jogo 2 das finais da NBA.

Se gostou, veja também o single “Gone” e o registro ao vivo na oficina. O EP está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.


Tempra Rose – Blues Of The Soul – 2025

 

01. Back To St. Louis 04:29
02. Thighs And Prayers 04:35
03. Blues Of The Soul 05:03
04. The Old Time Religion 03:20
05. Scarlet Rose 04:58
06. Breaking The Chains 04:50
07. Shelby Jean 04:15
08. Back To The Crossroads 03:55
09. Daddy’s Little Girl 02:39
10. Early One Morning 03:50
11. A New Love 03:43
12. The Last Of The Real Ones’s 02:39
13. The Day You Died 04:16
14. Take Me Down To The River 06:46
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Catorze faixas, um nome e o selo Kingrid

Blues Of The Soul (2025) é um disco de blues creditado a TEMPRA ROSE, lançado nos Estados Unidos pela Kingrid Records em 23 de setembro.

Nos metadados do Qobuz e do Apple Music, Scott Stoltz aparece como compositor, letrista e produtor de todas as quatorze faixas; Tempra Rose entra como voz. Títulos como “Back to St. Louis”, “Thighs and Prayers”, a faixa-título e o fechamento de quase sete minutos “Take Me Down To The River”, cerca de 59 minutos no total. O YouTube Topic do projeto aponta distribuição DistroKid.

No mesmo ano a Kingrid colocou no ar mais álbuns sob o mesmo nome — The Book of Grace em outubro e um disco homônimo em novembro — ao lado de outros projetos do selo no mesmo circuito digital.

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4 de outubro de 2026

Catch 23 – Bullet Full of Blues (2025)

 

1. Bullet Full of Blues (02:52)
2. Words (03:40)
3. Guilty (03:13)
4. Wrong End of the Barrel (03:38)
5. Dying for my Time (03:23)
6. A Broken Man (03:57)
7. Busy Getting Busy (02:42)
8. Stepping on Another Man’s Toes (02:36)
9. Something for Nothing (03:37)
10. Same Thing Different Day (03:16)
11. In for a Penny (02:30)
12. Bad Situation (03:19)
13. Let it Roll (04:13)
14. Bullet full of Blues (Reprise) (02:00)
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Segundo tiro de Melbourne: blues rock com pólvora própria

Bullet Full of Blues (2025) é o segundo disco dos Catch 23, quarteto de Melbourne que mistura blues e rock em 14 originais.

A banda se formou em 2018: Brendan Alexander na voz, guitarra e gaita; Andrew Baker na guitarra; Ron E. Smith no baixo e voz; Andy Miller na bateria. Smith e Baker assinam as canções. 

O site oficial aponta “Wrong End of the Barrel” e “Dying for My Time” como singles que resumem o disco, e “A Broken Man” como balada lenta; a faixa-título abre e volta no reprise. No Qobuz e no Apple Music constam guitarras elétricas, seção rítmica firme, produção da própria banda, mix de Baker e engenharia de Alex Quayle.

A gravação saiu do Salt Studios, em Melbourne. O lançamento independente — CD e digital, 19 de outubro de 2025 — chega depois de Blues Hotel (2022), que chegou ao 2º lugar no AMRAP e ao 9º no ABARAC Blues and Roots.

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Three Dog Night – Harmony (1971) 2026

 

2. My Impersonal Life — 4:22
4. Never Dreamed You'd Leave in Summer — 3:41
5. Jam — 3:47
6. You — 3:00
7. Night in the City — 3:13
8. Murder in My Heart for the Judge — 3:36
9. The Family of Man — 3:28
10. Intro: Poem: Mistakes and Illusions / Peace of Mind — 3:03
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Três vozes no ouro de 71 — e o vinil transparente de 2026

Harmony, quinto álbum de estúdio do Three Dog Night, chegou em 30 de setembro de 1971 pela Dunhill: pop rock de vocais em rodízio, arranjos de rádio e um catálogo quase todo emprestado de outros autores.

Cory Wells, Chuck Negron e Danny Hutton se revezam no lead — Wells abre com “Never Been to Spain”, Negron leva “An Old Fashioned Love Song” e o Stevie Wonder, Hutton entra em faixas como “My Impersonal Life” e “Night in the City”. Atrás deles: Michael Allsup na guitarra, Jimmy Greenspoon nos teclados, Joe Schermie no baixo e Floyd Sneed na bateria. Richard Podolor produziu; Bill Cooper engenhou na American Recording Co., em Studio City. A Billboard cravou o que o disco vendeu no ar: “An Old Fashioned Love Song”, de Paul Williams, nº 4 da Hot 100 e nº 1 no Easy Listening; “Never Been to Spain”, de Hoyt Axton, nº 5; “The Family of Man” (Williams e Jack Conrad) nº 12 em março de 1972. 

AllMusic ainda aponta o funk de órgão de “Jam”, único original creditado à formação inteira. O resto é leitura de repertório alheio — Wonder e Syreeta, Joni Mitchell, o Moby Grape de “Murder in My Heart for the Judge”, o Motown de “You” — fechando com o poema “Mistakes and Illusions”, de Paula Negron, colado em “Peace of Mind”. 

São cerca de 36 minutos. O LP foi ao 8º lugar da Billboard 200 e a RIAA o certificou ouro em 13 de outubro de 1971; AllMusic registra esse disco como o sétimo ouro da banda em menos de três anos.

A fita nasceu no eixo Podolor–Cooper, o mesmo estúdio da fase Dunhill. Em 18 de setembro de 2026 a Primary Wave relançou Harmony remasterizado em CD, digital e vinil transparente de 180 g, com liner notes novas de Danny Hutton, pelos 55 anos.

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