11 de julho de 2026

The Doors – Live In Copenhagen 1968 (2025)

 

1. Applause And Introduction (0:20)
2. When The Music’s Over (12:55)
3. Back Door Man (2:26)
4. Five To One (4:37)
5. Break On Through (To The Other Side) (4:14)
6. Alabama Song (Whiskey Bar) (3:38)
7. The Wasp (Texas Radio & The Big Beat) (1:19)
8 Hello, I Love You (2:44)
9 Wake Up! (1:20)
10 Light My Fire (10:46)
11 A Little Game (5:20)
12 The Unknown Soldier (4:53)
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]O Show Inédito que Finalmente Sai do Cofre e Coloca Fogo na Plateia

O álbum Live In Copenhagen (2025), lançado em vinil cristal limitado para o Record Store Day Black Friday, registra o concerto completo da formação clássica dos The Doors em 17 de setembro de 1968, no Falkoner Centret, em Copenhague. 

Gravado no auge da banda, o disco entrega um rock psicodélico cru e intenso, com raízes no blues, marcado pela energia selvagem e pela presença magnética de Jim Morrison no palco europeu.

Na formação, Jim Morrison comanda os vocais com sua intensidade poética e xamânica, ao lado de Ray Manzarek nos teclados e órgão, Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria. 

Destaques: versão estendida e hipnótica de “Light My Fire” (mais de 10 minutos de improviso), o épico “When The Music’s Over” (quase 13 minutos de tensão crescente) e o explosivo “Break On Through (To The Other Side)”, que abre o set com toda a urgência da banda. O som se caracteriza por longas jams instrumentais, o órgão hipnótico de Manzarek, a guitarra afiada de Krieger e a bateria pulsante de Densmore, criando uma atmosfera escura, atmosférica e cheia de improvisos que capturam a essência crua dos shows dos Doors.

Gravado durante a turnê europeia de 1968, o concerto mostra a banda em momento de pico criativo, logo após o sucesso estrondoso de “Light My Fire”. Trata-se do primeiro lançamento oficial completo deste show lendário — bootlegs circularam por décadas —, agora preservado com qualidade de estúdio pela Rhino e descrito como uma “comunhão espiritual” pela própria banda.

Nina Simone - Pastel Blues (1965)

 

 A2. Nobody Knows You When You're Down & Out
 A3. End Of The Line
 A4. Trouble In Mind
 A5. Tell Me More & More & Then Some
 B1. Chilly Winds Don't Blow
 B2. Ain't No Use
 B3. Strange Fruit
 B4. Sinnerman
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Nina Simone pinta o blues com dor, alma e fogo em 1965

Lançado em outubro de 1965 pela Philips, Pastel Blues é um dos álbuns mais intensos e pessoais de Nina Simone, mergulhando no blues vocal e no jazz com uma pegada intimista, melancólica e espiritual. Longe do big band, o disco prioriza a voz crua e o piano de Nina, criando uma atmosfera de clube noturno sombrio.

Nina Simone brilha ao piano e nos vocais, acompanhada por Al Schackman (guitarra e harmônica), Rudy Stevenson (guitarra e flauta), Lisle Atkinson (baixo) e Bobby Hamilton (bateria), sob produção de Hal Mooney

Destaques: “Sinnerman” (mais de 10 minutos de construção gospel explosiva e improvisações hipnóticas) e o arrepiante “Strange Fruit”, com sua entrega dramática e pausas carregadas de tensão. O álbum também traz interpretações marcantes de “Nobody Knows You When You’re Down and Out” e “Be My Husband”, que Nina transforma em algo quase primal, com palmas e voz nua.

Gravado em sessões esparsas em Nova York entre 1964 e 1965, o disco inclui “Be My Husband”, composição do então marido de Nina, Andy Stroud, inspirada em um canto tradicional de campo de trabalho. 

Curiosodade: “Strange Fruit” — clássico anti-linchamento popularizado por Billie Holiday — ganhou aqui uma releitura ainda mais sombria no auge do movimento pelos direitos civis, reforçando o papel de Nina como voz de resistência.


10 de julho de 2026

John Hammond - Walkin' Blues Live...Chicago & Toronto (2017)

 

Chicago Blues Festival, Grant Park – 16 de junho de 1991 (WBEZ-FM)

1. Milkcow Calf Blues
2. Me & The Devil Blues
3. Traveling Riverside Blues
4. Hellhound Blues (Hellhound on My Trail)
5. They're Red Hot
6. Walkin' Blues
7. Drunken Hearted Man
8. 32-20 Blues


Albert's Hall, Toronto – julho de 1992 (CBC-FM)

9. Station Introduction
10. I'm Leaving Early In The Morning
11. See That My Grave Is Kept Clean
12. I'm In The Mood For Love
13. Dreamy Eyed Girl
14. Ride Til I Die (Jockey Blues)
15. Honest I Do
16. Preachin' Blues
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John Hammond revive o espírito de Robert Johnson em shows históricos

O álbum Walkin' Blues Live... Chicago & Toronto (2017), lançado pela Klondike Records, reúne gravações ao vivo de John Hammond capturadas em dois momentos marcantes: o Chicago Blues Festival de 1991 e um show em Albert's Hall, Toronto, em 1992. Com um estilo de blues tradicional, country e delta

Hammond entrega interpretações cruas e narrativas que homenageiam as raízes do gênero.John Hammond comanda os vocais, guitarra acústica e slide (com possível uso de harmônica), em apresentações solo ou minimalistas que destacam sua técnica e presença de palco. 

No set de Chicago, brilham os tributos a Robert Johnson como “Walkin' Blues”, “Me & The Devil Blues”, “Traveling Riverside Blues” e “Hellhound Blues”, cheios de feeling autêntico. Já em Toronto, destaque para “See That My Grave Is Kept Clean”, “Honest I Do” e “Preachin' Blues”, com improvisações fluidas e grooves envolventes. O som se caracteriza pela energia crua ao vivo, voz expressiva e contadora de histórias, guitarra precisa e uma atmosfera íntima que transporta o ouvinte direto para o clube ou festival. O disco de Chicago foi um tributo completo a Robert Johnson no palco do Grant Park. 

Curiosidade: o show de Toronto promovia o álbum Got Love If You Want It (1992), indicado ao Grammy de melhor álbum tradicional de blues, e o lançamento de 2017 resgata broadcasts originais de FM remasterizados com fotos raras e notas.

Steve Gannon Band - '52 Ford - 2002

 

 1. Just Can't Leave You Alone - 3:40
 2. Baby Loves To Dance - 4:12
 3. One For Sonny - 2:51
 4. Key To The Highway - 3:25
 5. Down At The Deluxe Inn - 4:53
 6. Ten Years Gone By - 3:37
 7. Drown In MY Own Tears - 8:14
 8. Leah's Tune - 6:07
 9. '52 Ford - 3:10
10. So Many Roads - 6:23
11. Feel Like Crying - 3:26
12. Ain't Coming Back No More - 2:42
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Steve Gannon e sua banda revivem o blues antigo de Oakland com alma e slide afiado

O álbum '52 Ford (2002), do Steve Gannon Band, é um disco de blues clássico e R&B antigo gravado em Oakland, na Califórnia, que captura a essência do blues tradicional com um toque autêntico e relaxado. Londonense radicado nos EUA desde 1982, Steve Gannon entrega vocais down-home e guitarra rítmica precisa, apoiado por uma banda que evoca o som dos velhos bares e pianos barrelhouse.

A formação traz Steve Gannon na guitarra, vocais e slide; Kelvin Dixon na bateria (com brushes e vocais em uma faixa); Willie Riser no baixo upright slapped; e Chris Burns no piano barrelhouse

Destaques: Leah’s Tune”, instrumental com slide dedicado a Sonny Rhodes que brilha como o ponto alto do disco; a longa e emotiva “Drown in My Own Tears” (mais de 8 minutos de blues profundo); e a animada “Baby Loves to Dance”. O som se caracteriza pelo feel old-time, com piano quente, baixo pulsante, bateria leve e toques de improvisação que mantêm tudo solto e cheio de groove autêntico.

Gravado para celebrar os 20 anos de Gannon em Oakland, o disco conta com participações vocais de Kelvin Dixon e da cantora Ms. Dee em faixas específicas. Gannon, veterano que tocou com lendas como Jimmy McCracklin, Sugar Pie DeSanto e Sonny Rhodes, assina composições próprias e entrega um tributo sincero ao blues raiz que conquistou elogios na Living Blues e na Juke Blues.

9 de julho de 2026

Cactus – Temple of Blues: Influences and Friends (2024)

 

1. Parchman Farm (feat. Joe Bonamassa & Billy Sheehan) (03:06)
2. Bro. Bill (feat. Randy Jackson, Randy Pratt, & Bob Daisley) (04:50)
3. Guiltless Glider (feat. Bumblefoot & Phil Soussan) (06:12)
4. Evil (feat. Dee Snider & dUg Pinnick) (03:17)
5. One Way…Or Another (feat. dUg Pinnick & Ted Nugent) (05:09)
6. Alaska (feat. Johnny A. & Tony Franklin) (03:45)
7. No Need To Worry (feat. Jorgen Carlsson & Warren Haynes) (06:13)
8. Oleo (feat. Steve Stevens & Billy Sheehan) (04:03)
9. Big Mama Boogie (feat. Pat Travers & James Caputo) (06:18)
10. You Can’t Judge A Book By The Cover (05:26)
11. Rock N’ Roll Children (feat. Britt Lightning, Vernon Reid, & Rudy Sarzo) (06:25)
12. Let Me Swim (feat. Doug Aldrich & Marco Mendoza) (04:27)
13. Restrictions (feat. Ty Tabor & Phil Soussan) (06:16)
14. Long Tall Sally (feat. Mark Stein & Fernando Perdomo) (05:09)
15. Guiltless Glider (Bonus Track) (feat. Tim “Ripper” Owens) (06:12)
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Cactus Chama os Gigantes do Rock para uma Festa de Blues Explosiva!
O álbum do Cactus, Temple of Blues – Influences & Friends (2024), liderado pelo lendário baterista Carmine Appice, o disco revisita os clássicos da banda em uma abordagem moderna e roqueira do blues tradicional, reunindo uma galera que cresceu ouvindo Cactus como grande influência.
Com Appice na bateria em todas as faixas, Jim McCarty na guitarra, Jim Stapley nos vocais, guitarra e harmônica, Jim Caputo no baixo e Artie Dillon na guitarra (incluindo turnês), o álbum ganha ainda mais força com participações de peso. 
Destaques: “Parchman Farm” (com Joe Bonamassa e Billy Sheehan), “Evil” (com Dee Snider e dUg Pinnick) e “Long Tall Sally” (com Mark Stein e Fernando Perdomo). O som é puro blues-rock poderoso: guitarras afiadas, vocais cheios de atitude e uma fusão vibrante entre o tradicional e o rock moderno, com jams cheios de energia e colaborações que elevam cada faixa.
Curiosidade: Appice decidiu fazer o disco depois de ouvir de vários amigos famosos o quanto Cactus os influenciou — ideia que ganhou força com o incentivo do presidente da Cleopatra Records. Além disso, o álbum traz participações de lendas que cresceram com a banda, como Dee Snider (que afirma soar como o vocalista original Rusty Day) e dUg Pinnick, reforçando o legado do grupo formado em 1970 por Appice e Tim Bogert.