13 de setembro de 2026

Swamp Dogg – The Re-invention Of Swamp Dogg 2001

 

1. Sugar Bum Bum
2.  Ain't A Nineteen Year Old Got Nothing On You
3. I Have Touched The Sky
4. Y-V-O-N-N-E
5. Artificial Insemination
6. Jesus Is Alive In My Heart
7. We Need A Change
8. Galactic Zoo
9. We'll Never Say Goodbye
10. It Must Be Love
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Swamp Dogg troca o soul pelo calipso e opera o próprio monstro

Jerry Williams Jr. já tinha virado Swamp Dogg em 1970. Em 2000, no selo S.D.E.G., ele tentou outra metamorfose: The Re-Invention of Swamp Dogg, álbum de calipso e soca gravado e mixado em Trinidad, dedicado ao herói Lord Kitchener

A edição europeia da CoraZong, de 2001, é a que traz as três faixas extras das 2 Meter Sessions. Swamp escreveu a maior parte do repertório e cercou a voz com músicos de Port of Spain — Pelham Goddard nos arranjos, Len “Boogsie” Sharpe no steel drum, Vonrick Maynard, Vernon Headley e Winston Matthew na percussão e nos naipe de backing. 

Abre com “Sugar Bum Bum”, de Kitchener, com letra extra do próprio Williams. Andrew Hamilton, no AllMusic, aponta o vai-e-vem do disco: o sotaque jamaicano de “I Have Touched the Sky”, o southern soul irônico de “Ain’t a Nineteen Year Old Got Nothing on You” e o gospel de “Jesus Is Alive in My Heart”. “Y-V-O-N-N-E” é carta para a mulher; “Artificial Insemination” é o título que o crítico cita como isca tópica. 

No fim da edição holandesa entram “The World Beyond”, “We Need a Revolution” e uma “Mama’s Baby, Daddy’s Maybe” ao vivo, gravadas em outubro de 1997 no NOB Audio Studio 1, na Holanda, com Derwood Andrew na guitarra e Swamp no teclado. 

A capa que ele queria era Frankenstein na mesa de cirurgia. Sem consultório disponível, montou o cenário na sala de casa e colocou Yvonne Williams na foto — “a mais bonita das duas”, disse ele. 

12 de setembro de 2026

Jerry Garcia Band – After Midnight (Kean College 1980)

 

CD1
01. Sugaree (14:51)
02. Catfish John (11:21)
03. That’s What Love Will Make You Do (10:04)

CD2
01. How Sweet It Is To Be Loved By You (10:24)
02. After Midnight (13:13)
03. Eleanor Rigby (03:20)
04. After Midnight (Reprise) (06:34)

CD3
01. I’ll Take A Melody (14:01)
02. Tore Up Over You (10:26)
04. The Harder They Come (12:43)
05. Tiger Rose (03:42)
06. Promontory Rider (04:31)
07. Mission In The Rain (11:29)
08. Midnight Moonlight (07:07)
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After Midnight no Wilkins: o quarteto que não durou o ano

No Wilkins Theatre, em Union, Nova Jersey, a Jerry Garcia Band tocou duas sessões em 28 de fevereiro de 1980. A Rhino publicou as duas, early e late, em 28 de setembro de 2004, no triplo After Midnight: Kean College, 2/28/80 rock ao vivo, soul, reggae e Dylan esticados até o osso. 

Quatro no palco, e só. Garcia na guitarra e no microfone, John Kahn no baixo, Ozzie Ahlers no teclado e no vocal, Johnny De Foncesca na bateria. 

“After Midnight”, de J.J. Cale, abre para um instrumental de “Eleanor Rigby” e volta no reprise. No segundo set sobe Robert Hunter — que naquela turnê da Costa Leste abriu no lugar de Rachel Sweet — e canta “Tiger Rose” e “Promontory Rider”. O texto do encarte também é dele.

Tom Flye mixou no Record Plant de Sausalito; Joe Gastwirt masterizou. A formação não chegou a seis meses: menos de um mês depois do Wilkins, Greg Errico assumiu a bateria. 

Donald Fagen – Kamakiriad 1993

 

2. Countermoon — 5:06
3. Springtime — 5:07
4. Snowbound — 7:09
5. Tomorrow’s Girls — 6:17
6. Florida Room — 6:00
7. On the Dunes — 8:07
8. Teahouse on the Tracks — 6:11
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Kamakiri a vapor, Fagen e Becker de novo na pista

Em 25 de maio de 1993 a Reprise soltou Kamakiriad, segundo disco solo de Donald Fagen: jazz-rock de oito faixas ligadas, onze anos depois de The Nightfly

O narrador parte num carro a vapor, hortinha embutida e satélite Tripstar; Kamakiri, em japonês, é louva-a-deus. 

Walter Becker produz, toca baixo e guitarra solo — a primeira parceria plena dos dois desde Gaucho, de 1980.

Fagen canta, arranja ritmo e metais e senta nos teclados. Georg Wadenius na guitarra, Paul Griffin no Hammond B3, Randy Brecker e Alan Rubin nos metais, Cornelius Bumpus e Lou Marini nos saxofones. A bateria passa de mão: Christopher Parker, Leroy Clouden e Dennis McDermott em “Snowbound”, a única faixa que Becker assina com Fagen e a que o AllMusic aponta como a mais próxima do Steely Dan

“Trans-Island Skyway” abre a viagem; “Tomorrow’s Girls”, single com clipe de Rick Moranis, foi ao 20º lugar da Mainstream Rock. “Florida Room” tem letra de Fagen com Libby Titus; Bumpus sola no tenor ali e em “On the Dunes”. Roger Nichols é o engenheiro-chefe no River Sound, em Nova York, com extras no Havaí, no Clinton e no Hit Factory.

O disco chegou ao 10º lugar da Billboard 200, ao 3º no Reino Unido, levou ouro da RIAA e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano em 1994 — a mesma temporada em que Fagen e Becker voltaram à estrada. A capa interna reserva uma linha só: dedicado in memoriam a Dorothy White.

11 de setembro de 2026

Surreal Faces Group – Show Me Something Out Of Nothing (2024)

 


01. I Got Something (05:38)
02. Jake Knows (04:06)
03. Am I Going Fast Enough (Reprise) (04:49)
04. Fuckin’ In Da Band (04:44)
05. Johnny Flying Saucerman (03:30)
06. Direct Receiver (05:25)
07. Jake Knows (Reprise) (01:49)
08. Janky (05:36)
09. Pack A Bowl (03:39)
10. DoobTube (03:07)
11. Funky Stuff (06:27)
12. Johnny Flying Saucerman (Reprise) (02:25)
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26 de janeiro: terceiro disco, jam no tamanho de rádio

Show Me Something Out Of Nothing é o terceiro álbum de estúdio do Surreal Faces Group, dos EUA: progressive, psychedelic rock e jam band. Saiu em 26 de janeiro de 2024.

A formação deste disco é Steve Thomas na bateria e percussão, Buck Wayne no vocal e no teclado, Scott “Bongwrecker” Longnecker no baixo e no vocal e GrizLd WizRd na guitarra e no vocal. 

São doze faixas. Entram “I Got Something”, “Fuckin’ In Da Band”, “Johnny Flying Saucerman”, “Direct Receiver”, “Janky”, “Pack A Bowl” e “Funky Stuff”, com reprises de “Jake Knows”, “Am I Going Fast Enough” e de novo “Johnny Flying Saucerman”. 

No vídeo oficial a banda diz que aqui não tem jam de doze minutos nem outro alongado — música no tamanho de rádio. 

As sessões da banda rodam no Hawk’s Place, no High Desert do sul da Califórnia. No mesmo começo de 2024 eles ainda largaram o EP longo The Desert Party Monster, o avesso deste disco.

Jo-Ann Kelly - Jo-Ann Kelly (1969)

 

01. Louisiana Blues
02. Fingerprints Blues
03. Driftin' and Driftin'
04. Look Here Partner
05. Moon Going Down
06. Yellow Bee Blues
07. Whiskey Head Woman
08. Sit Down on My Knee
09. Man I'm Lovin'
10. Jinx Blues
11. Come on in My Kitchen
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Voz de Delta, endereço em Streatham

Jo-Ann Kelly, primeiro disco solo da cantora e violonista de Streatham, saiu em 1969 pela CBS no Reino Unido e pela Epic nos Estados Unidos: country blues e Delta acústico, ela sozinha no vocal e no violão. 

Nick Perls produziu e engenhou para a Yellow Bee Productions; as notas são de Stephen Calt e a foto, de Valerie Wilmer.

O repertório passa por Charley Patton (“Moon Going Down”), Son House (“Jinx Blues”), Robert Johnson (“Come On in My Kitchen”) e Tommy McClennan (“Whiskey Head Woman”), esta a única faixa creditada a outro autor no selo original. 

A discografia britânica de blues data as sessões em Nova York, março/primavera de 1969. No mesmo mês, em 8 de março, Kelly cantou com Mississippi Fred McDowell no Mayfair Hotel, em Londres — gravação depois editada em Standing at the Burying Ground.

A AllMusic registra que, depois do primeiro National Blues Federation Convention (1968), o debut foi bem recebido; no segundo encontro ela tocou com o Canned Heat, que a convidou para o grupo — e recusou, como recusou o convite de Johnny Winter, preferindo ficar no circuito britânico. O LP britânico é CBS S 63841; o americano, Epic BN 26491.