14 de setembro de 2026

Alvin Lee & Mylon Le Fevre – On The Road To Freedom 1973

 

02. The World is Changing (I Got a Woman Back in Georgia) (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 2:45
03. So Sad (No Love of His Own) (George Harrison) - 4:34
04. Fallen Angel (Alvin Lee) - 3:20
05. Funny (Alvin Lee) - 2:48
06. We Will Shine (Mylon LeFevre) - 2:37
07. Carry My Load (Alvin Lee) - 2:58
08. Lay Me Back (Mylon LeFevre) - 2:53
09. Let 'Em Say What They Will (Ron Wood) - 2:52
10. I Can't Take It (Mylon LeFevre) - 2:51
11. Riffin' (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:31
12. Rockin' 'Til the Sun Goes Down (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:08
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No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada

Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire. 

Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.

A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.

Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.

A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.

13 de setembro de 2026

Blod – Förlorarnas Natt (2026)

 

1. Jennys Sång — 2:39
2. Förberedelse För Fest — 0:47
3. Förlorarnas Natt - Synt — 2:16
4. Mamma & Pappa — 4:20
5. Förlorarnas Natt — 2:07
6. Halvvägs Till Himlen — 2:41
7. Benny — 2:25
8. Halvvägs Till Helvetet — 2:16
9. Minnesluckor — 4:31
10. Benny - Synt — 2:26
11. Där Förlorarna Bor — 1:09
12. Jennys Sång - Repris — 2:39
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“Noite dos Perdedores”, trilha sem filme

Em 27 de abril de 2026 o selo Discreet Music, de Gotemburgo, soltou Förlorarnas Natt (“Noite dos Perdedores”), do projeto Blod de Gustaf Dicksson: doze instrumentais pensados como trilha de um filme de formação que ainda não existe. Soft rock e folk dos anos 70, Rhodes, Korg vintage, guitarra sem pose, baixo simples e bateria felpuda.

Dicksson toca quase tudo e assina a arte. Ola Höglund entra na bateria em várias faixas, grava e mistura no Omnivox Studio, em Borlänge; Lasse Marhaug masteriza. A noite segue Jenny: “Jennys Sång” abre e volta em repris; “Förberedelse För Fest” dura menos de um minuto e já cheira a festa; “Halvvägs Till Himlen” embala o primeiro copo e o olhar para Benny; “Mamma & Pappa” alonga o clima; “Minnesluckor” é o apagão depois da casa dos outros. 

O selo cita Piero Umiliani, Patty Pravo, Björn Isfält e Benny Andersson como bússola; a Pitchfork ouve também o parentesco com a partitura de A Swedish Love Story, de Roy Andersson.

É o primeiro Blod inteiro em estúdio desde Livets Ord, de 2018 — gravado na primavera de 2025, depois de anos de fita em casa e hinos de paróquia. Saiu em CD de 300 cópias (DMCD07), com livreto de oito páginas, e está no Spotify e no Bandcamp da Discreet Music, loja e gravadora que o próprio Dicksson mantém na linha do Progg sueco.

Swamp Dogg – The Re-invention Of Swamp Dogg 2001

 

1. Sugar Bum Bum
2.  Ain't A Nineteen Year Old Got Nothing On You
3. I Have Touched The Sky
4. Y-V-O-N-N-E
5. Artificial Insemination
6. Jesus Is Alive In My Heart
7. We Need A Change
8. Galactic Zoo
9. We'll Never Say Goodbye
10. It Must Be Love
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Swamp Dogg troca o soul pelo calipso e opera o próprio monstro

Jerry Williams Jr. já tinha virado Swamp Dogg em 1970. Em 2000, no selo S.D.E.G., ele tentou outra metamorfose: The Re-Invention of Swamp Dogg, álbum de calipso e soca gravado e mixado em Trinidad, dedicado ao herói Lord Kitchener

A edição europeia da CoraZong, de 2001, é a que traz as três faixas extras das 2 Meter Sessions. Swamp escreveu a maior parte do repertório e cercou a voz com músicos de Port of Spain — Pelham Goddard nos arranjos, Len “Boogsie” Sharpe no steel drum, Vonrick Maynard, Vernon Headley e Winston Matthew na percussão e nos naipe de backing. 

Abre com “Sugar Bum Bum”, de Kitchener, com letra extra do próprio Williams. Andrew Hamilton, no AllMusic, aponta o vai-e-vem do disco: o sotaque jamaicano de “I Have Touched the Sky”, o southern soul irônico de “Ain’t a Nineteen Year Old Got Nothing on You” e o gospel de “Jesus Is Alive in My Heart”. “Y-V-O-N-N-E” é carta para a mulher; “Artificial Insemination” é o título que o crítico cita como isca tópica. 

No fim da edição holandesa entram “The World Beyond”, “We Need a Revolution” e uma “Mama’s Baby, Daddy’s Maybe” ao vivo, gravadas em outubro de 1997 no NOB Audio Studio 1, na Holanda, com Derwood Andrew na guitarra e Swamp no teclado. 

A capa que ele queria era Frankenstein na mesa de cirurgia. Sem consultório disponível, montou o cenário na sala de casa e colocou Yvonne Williams na foto — “a mais bonita das duas”, disse ele. 

12 de setembro de 2026

Jerry Garcia Band – After Midnight (Kean College 1980)

 

CD1
01. Sugaree (14:51)
02. Catfish John (11:21)
03. That’s What Love Will Make You Do (10:04)

CD2
01. How Sweet It Is To Be Loved By You (10:24)
02. After Midnight (13:13)
03. Eleanor Rigby (03:20)
04. After Midnight (Reprise) (06:34)

CD3
01. I’ll Take A Melody (14:01)
02. Tore Up Over You (10:26)
04. The Harder They Come (12:43)
05. Tiger Rose (03:42)
06. Promontory Rider (04:31)
07. Mission In The Rain (11:29)
08. Midnight Moonlight (07:07)
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After Midnight no Wilkins: o quarteto que não durou o ano

No Wilkins Theatre, em Union, Nova Jersey, a Jerry Garcia Band tocou duas sessões em 28 de fevereiro de 1980. A Rhino publicou as duas, early e late, em 28 de setembro de 2004, no triplo After Midnight: Kean College, 2/28/80 rock ao vivo, soul, reggae e Dylan esticados até o osso. 

Quatro no palco, e só. Garcia na guitarra e no microfone, John Kahn no baixo, Ozzie Ahlers no teclado e no vocal, Johnny De Foncesca na bateria. 

“After Midnight”, de J.J. Cale, abre para um instrumental de “Eleanor Rigby” e volta no reprise. No segundo set sobe Robert Hunter — que naquela turnê da Costa Leste abriu no lugar de Rachel Sweet — e canta “Tiger Rose” e “Promontory Rider”. O texto do encarte também é dele.

Tom Flye mixou no Record Plant de Sausalito; Joe Gastwirt masterizou. A formação não chegou a seis meses: menos de um mês depois do Wilkins, Greg Errico assumiu a bateria. 

Donald Fagen – Kamakiriad 1993

 

2. Countermoon — 5:06
3. Springtime — 5:07
4. Snowbound — 7:09
5. Tomorrow’s Girls — 6:17
6. Florida Room — 6:00
7. On the Dunes — 8:07
8. Teahouse on the Tracks — 6:11
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Kamakiri a vapor, Fagen e Becker de novo na pista

Em 25 de maio de 1993 a Reprise soltou Kamakiriad, segundo disco solo de Donald Fagen: jazz-rock de oito faixas ligadas, onze anos depois de The Nightfly

O narrador parte num carro a vapor, hortinha embutida e satélite Tripstar; Kamakiri, em japonês, é louva-a-deus. 

Walter Becker produz, toca baixo e guitarra solo — a primeira parceria plena dos dois desde Gaucho, de 1980.

Fagen canta, arranja ritmo e metais e senta nos teclados. Georg Wadenius na guitarra, Paul Griffin no Hammond B3, Randy Brecker e Alan Rubin nos metais, Cornelius Bumpus e Lou Marini nos saxofones. A bateria passa de mão: Christopher Parker, Leroy Clouden e Dennis McDermott em “Snowbound”, a única faixa que Becker assina com Fagen e a que o AllMusic aponta como a mais próxima do Steely Dan

“Trans-Island Skyway” abre a viagem; “Tomorrow’s Girls”, single com clipe de Rick Moranis, foi ao 20º lugar da Mainstream Rock. “Florida Room” tem letra de Fagen com Libby Titus; Bumpus sola no tenor ali e em “On the Dunes”. Roger Nichols é o engenheiro-chefe no River Sound, em Nova York, com extras no Havaí, no Clinton e no Hit Factory.

O disco chegou ao 10º lugar da Billboard 200, ao 3º no Reino Unido, levou ouro da RIAA e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano em 1994 — a mesma temporada em que Fagen e Becker voltaram à estrada. A capa interna reserva uma linha só: dedicado in memoriam a Dorothy White.