21 de setembro de 2026

Daddy MT and The Matches - Lightin' Up 2017

 

1. Daddy Before Anything Else - 4:37
 2. A Good Man - 3:33
 3. I Ain't Got Nobody - 7:21
 4. Be Sure You Got It - 5:43
 5. How Can I Thank You Babe - 4:18
 6. This Is the Blues - 6:08
 7. 30 Hours a Day - 5:33
 8. She Tells Me - 4:06
 9. Good Thing - 3:42
10. I'll Never Get That Chance - 5:26
11. You Must Be Crazy - 7:07
12. You're My Man - 4:14
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Lyon risca o fósforo e o Chicago pega fogo!

Lightin' Up, segundo disco de Daddy MT & The Matches, é Chicago blues elétrico feito de composições originais, saído em 16 de junho de 2017 pelo selo Ti and Bo. 

Mathieu “Daddy MT” Tessier canta e puxa a guitarra solo; Christophe Oliveres completa as seis cordas e os backing vocals, Olivier Lombardi segura o baixo e Nicolas Ammollo a bateria.

O próprio selo descreve um trabalho íntimo, pessoal, em doze compassos no estado puro. I Ain't Got Nobody é a faixa que o Ti and Bo levou ao palco e filmou; Daddy Before Anything Else abre o disco com letra e música de Tessier, e 30 Hours a Day já estava no repertório ao vivo. 

A formação da região de Lyon se juntou depois que Tessier cruzou com Lurrie Bell e Magic Slim e quis músicos para aquele blues de Chicago que ele queria tocar.

Antes da estreia do álbum, I Ain't Got Nobody foi captada em 2 de dezembro de 2016 na Tanière, em Saint-Étienne, com mixagem de Ludovic Fialon. 

Lightin' Up chega três anos depois de Let's Strike The Match!, o primeiro disco da banda.

Se gostou, põe o disco pra tocar agora, deixa um comentário no https://quemtempoe.blogspot.com/ — no Spotify o álbum está no ar, e I Ain't Got Nobody é o melhor ponto de entrada: https://open.spotify.com/track/3wZc0Snv78pll1KbNW4HVj

20 de setembro de 2026

Bert Jansch & John Renbourn - After The Dance (1966-1968)

 

01. Tic-Tocative
02. Waltz
03. Piano Tune
04. Goodbye Pork Pie Hat
05. Hole In The Coal
06. The Wagoner's Lad
07. Lucky Thirteen
08. Three-Part Thing
09. Stepping Stones
10. Red's Favourite
11. No Exit
12. Orlando
13. Bells
14. East Wind
15. After The Dance
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Dois violões, uma conversa só

After The Dance não é um disco de 1966: é a coletânea Shanachie de 1992 (série Guitar Artistry) que junta o miolo de Bert and John com duetos do mesmo período, 1966–1968, tirados de álbuns de Jansch, Renbourn e do Pentangle. 

O núcleo é folk acústico em diálogo — blues, jazz e balada britânica no mesmo violão de seis cordas.

Bert Jansch canta e toca; John Renbourn é o outro violão. Bill Leader assina as sessões originais. A resenha da coletânea aponta “Hole in the Coal”, “Three Part Thing” e a faixa-título como o pulso do encontro; outra nota destaca o Charles Mingus de “Goodbye Pork Pie Hat” e “The Wagoner’s Lad”, esta última vinda de Jack Orion. Quase tudo é instrumental: dois fingerstyles se cruzando sem banda.

O LP Bert and John (Transatlantic TRA 144) foi gravado no começo do verão de 1966 em St. Edmunds Terrace, St. John’s Wood, por Leader. A compilação americana saiu em 14 de julho de 1992 (Shanachie 99006), remasterizada por Robert Vosgien, com direção de arte de Stefan Grossman; nos EUA o duo de 1966 já havia circulado como Stepping Stones, na Vanguard.

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Peter Parcek – Most of the Time (2026)

 

1. Twistified
2. How Many Times
3. Most Of The Time
4. I Don't Worry 'Bout A Thing
5. Just Play Rhythm, Baby
6. Mississippi Phone Booth
7. Stranger Blues
8. Poor Boy
9. When I'm Dead & Gone
10. Cold In Hand
11. Three Feet In Back Of My Head
12. 61 Highway
13. Grandma's Hands
14. Lord Help The Poor & Needy
15. Swooshy
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O blues que chega sem pressa e sai na veia

Peter Parcek lança Most of the Time em agosto de 2026 pela Lightnin’ Records, seis anos depois de Mississippi Suitcase. 

O disco mistura originais e regravações num blues denso, com guitarra soulful e clima sombrio.

A base é Tim Carman na bateria, Tom West nos teclados e Marc Hickox no baixo. Duke Robillard, Luther Dickinson e Mickey Raphael entram em algumas faixas. “Most of the Time”, versão de Bob Dylan, ganha lap steel de Kevin Barry e voz de Danielle Miraglia no final. 

“Twistified” abre o álbum com guitarras em dupla e metais. “How Many Times” é original do próprio Parcek, urgente e precisa.

O som tem timbre cortante, runs cromáticos e atmosfera que oscila entre o Hill Country e o elétrico de Chicago.

Parcek levou anos trabalhando o disco e pediu opinião de colegas sobre a sequência das faixas. Nascido em Connecticut, ele passou o final dos anos 60 na Inglaterra, no auge do blues britânico.

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19 de setembro de 2026

You Got Yours: East Bay Garage 1965-1967

 

1. Waiting For You - The Baytovens - 2:04
2. Baby What's New - Peter Wheat & The Breadmen - 2:41
3. Tomorrow's Soul Sound - The Harbinger Complex - 2:23
4. I'm Gonna Be Gone - The Just Six - 1:54
5. It's Up To You - The Shillings - 2:13
6. Her Heart Said No - The Blue Lite Conspiracy - 3:21
7. My House - The Baytovens - 2:48
8. You Got Yours - The Us Male - 2:47
9. Sometimes I Wonder - The Harbinger Complex - 2:18
10.Bo Said - The Just Six - 2:46
11.Humpty Dumpty - The Epics - 2:54
12.You're Gonna Cry - The Donnybrookes - 2:17
13.Who Stole The Batmobile - The Gotham City Crime Fighters - 2:19
14.Not The Least Bit True - The Shillings - 2:46
15.Get Out Of My Eye - The Soul Vendors - 2:06
16.Luv Look Away - The Baytovens - 2:23
17.Dynosaur - The Flintrocks - 2:19
18.I'm Feeling Good - The Bristol Boxkite - 2:19
19.You're Takin' Hold Of Me - The Immediate Family - 2:16
20.Away Girl - The Towaway Zone - 2:30
21.Gotta Find A New Love - The Spyders - 2:40
22.Look At The Sun - The Gants - 2:15
23.Such A Fool - The Baytovens - 3:17
24.Where I Belong - The Daytrippers - 2:55

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Do outro lado da ponte, o garage pedia dança — não sermão

You Got Yours!: East Bay Garage 1965-1967, lançada em 18 de setembro de 2007 pela Big Beat, reúne 24 gravações de bandas de San Leandro, Hayward, Fremont e Oakland num garage rock dançável, de sabor operário, longe da psicodelia de São Francisco. 

Compilada por Alec Palao na série Nuggets from the Golden State, a coletânea mistura beat britânico, soul de pista e punk denso de fuzz.

Os Baytovens, de Dwight Pitcaithley, Jon Green, Rich Green e Carl DePolo, abrem com “Waiting For You”, faixa de sotaque Beatles e Beau Brummels. Peter Wheat & The Breadmen entram com o órgão de “Baby What’s New”, depois recolhida em Pebbles, Volume 10. 

O Harbinger Complex responde com o proto-punk de “Tomorrow’s Soul Sound”, marcado por guitarra fuzz. Há ainda o soul de pista dos Spyders em “Gotta Find A New Love” e o humor de “Who Stole The Batmobile”, dos Gotham City Crime Fighters. 

Várias faixas saíram inéditas; o encarte traz fotos raras e notas de Palao.“Waiting For You” e “Such A Fool” dos Baytovens foram gravadas com engenharia de Chuck Britz. 

O disco saiu como trilha sonora do livro de Bruce Tahsler, do US Male, sobre a cena do East Bay e o promoter Bill Quarry, que levou o Them à primeira apresentação americana no Rollarena de San Leandro, em 1966.

Bobby 'BlackHat' Walters - You Changed Your Mind Again 2007–2008

 

 1. You Changed Your Mind Again - 3:38
 2. Put On Your Red Shoes - 5:10
 3. No Room For You - 4:32
 4. Help Me - 4:59
 5. Nursery Rhyme Shuffle - 4:18
 6. Please Give Me A Clue - 5:14
 7. Out Late With The Devil - 2:42
 8. I Hear Mama's Voice - 6:11
 9. Grim Reaper - 6:34
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Chapéu preto, gaita da Virgínia

You Changed Your Mind Again, de Bobby “BlackHat” Walters, é blues elétrico de gaita — nove faixas gravadas na Virgínia, entre shuffle que puxa o pé e blues lento de fundo de poço. 

Walters, nascido em Cleveland, sopra e canta; Larry Berwald puxa a guitarra (e o slide), Mark Hopkins entra no violão, Von Jose Roberts no baixo, Tommy Fisher no teclado, Marty Germain na bateria e Jackie Scott nos vocais de apoio.

Na rádio WMRA, Greg Versen destaca a faixa-título que abre o disco para a pista, o slide de Berwald em Put On Your Red Shoes e o Help Me de Sonny Boy Williamson, que o grupo empurra para o gut-bucket. 

I Hear Mama’s Voice é o ponto em que a resenha polonesa da Blues PL para o disco: gaita clássica dos anos 50 e 60, sem solo de rock, com o blues lento no centro.

O disco saiu pela G.E.M.S. Recording & Production. Walters só foi com a gaita para valer depois de se aposentar da Guarda Costeira e estudar com Dennis Gruenling, Phil Wiggins, Johnny Sansone e Allen Holmes.

A gravação juntou músicos da Virgínia num conjunto de formação clássica, sem harmônica fusion. 

O álbum circula como lançamento de 2007–2008, e I Hear Mama’s Voice voltaria em 2012 como Song of the Year no Blewzzy Award.

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