10 de setembro de 2026

Jerry Garcia – Garcia – 1972 1988

 

01. Deal (03:14)
02. Bird Song (04:27)
03. Sugaree (05:55)
04. Loser (04:10)
05. Late For Supper (01:38)
06. Spidergawd (03:26)
07. Eep Hour (05:09)
08. To Lay Me Down (06:18)
09. An Odd Little Place (01:39)
10. The Wheel (04:04)
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Um homem, um baterista, dez faixas

Primeiro disco solo de Jerry Garcia, saiu em 20 de janeiro de 1972 pela Warner Bros., folk rock e country rock de um lado, colagens e pedal steel do outro, do blues-rock de “Sugaree” ao experimental de “Late for Supper”.

Gravado em julho de 1971 no Studio D da Wally Heider, em San Francisco. Garcia toca violão, guitarra, pedal steel, baixo, piano, órgão e canta; Bill Kreutzmann, do Grateful Dead, fica na bateria. Letras de Robert Hunter nas seis canções com voz. 

Produção de Bob Matthews e Betty Cantor, com Ramrod e Kreutzmann. Capa de Bob Seidemann. Planer destaca o pedal steel de “The Wheel”, a balada “Bird Song” e o tom sombrio de “Loser”.

A maior parte das faixas nasceu como violão acústico e bateria; Garcia depois sobrepôs o resto. Saiu no mesmo pacote de solos que a Warner ofereceu ao Dead, ao lado de Ace, de Bob Weir, e Rolling Thunder, de Mickey Hart. Chegou ao 35º lugar da Billboard; o compacto “Sugaree” / “Eep Hour” foi ao 94º em abril de 1972. Em 1988 a Grateful Dead Records reeditou o álbum em CD.

9 de setembro de 2026

Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra - Swinging The Blues Dancing The Ska 2005

 

1. Mr. Robert's Roost (2:39)
2. Juice Head Blues (w. Sam Brown) (3:02)
3. Feeling Fine (3:58)
4. You Don't Love Me (3:07)
5. Seven Acts Of Mercy (w. Sam Brown) (4:08)
6. Roll This Soul Tonight (w. Solomon Burke) (3:27)
7. Dancing Mood (3:51)
8. Casbah Blues (3:07)
9. Double O Boogie (3:13)
10. Just One More Time (3:17)
11. My Country Man (w. Ruby Turner) (2:51)
12. Everybody Needs Somebody To Love (w. Solomon Burke) (3:19)
13. Riffin' With The Griffin (4:11)
14. After Hours (3:34)
15. Sent For You Yesterday (3:59)
16. Blowin' In The Wind (w. Ruby Turner) (3:33)
17. Be My Guest (3:31)
18. Where In The World (w. Beverley Knight) (3:31)
19. Sixth Avenue Express (2:58)
20. Something's Going On (w. Sam Brown) (3:26)
21. We Shed A Tear (3:51)
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de Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra

Saiu no Reino Unido em 7 de novembro, selo Radar (RADAR006CD), Warner.

Holland está no piano e no vocal. Sam Brown entra em “Juice Head Blues”, “Seven Acts Of Mercy” e “Something’s Going On”. Solomon Burke canta “Roll This Soul Tonight” e “Everybody Needs Somebody To Love”. Ruby Turner faz “My Country Man” e “Blowin’ In The Wind”. Beverley Knight aparece em “Where In The World”. 

Destaque: o boogie de “You Don’t Love Me”, o ska de “Dancing Mood” e o instrumental “Casbah Blues”. O CD de 21 faixas que você listou fecha em “We Shed A Tear”; no streaming da Warner o pacote sobe para 23, com “Sinner’s Prayer” e “Hootie Blues”. 

A orquestra nasceu em 1987, no começo só Holland e o baterista Gilson Lavis, do Squeeze. No Reino Unido o álbum chegou ao 36º lugar e ficou oito semanas na parada.

Muddy Waters - The Muddy Waters Woodstock Album (1975)

 

01. Why Are People Like That (3:37)
 02. Going Down Main Street (4:16)
 03. Born With Nothing (5:23)
 04. Caldonia (6:20)
 05. Funny Sounds (4:36)
 06. Love, Deep As The Ocean (5:15)
 07. Let The Good Times Roll (5:15)
 08. Kansas City (5:12)
 09. Fox Squirrel (3:54)
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O último blues da Chess, gravado no celeiro

The Muddy Waters Woodstock Album, lançado pela Chess em abril de 1975, é blues elétrico de palco — Chicago com o swing solto de Woodstock. Bruce Eder, no AllMusic, chama o disco de o melhor dos encontros de Waters com músicos brancos mais jovens depois de Fathers and Sons, justamente porque deixaram Muddy ser Muddy.

Nas duas sessões de 6 e 7 de fevereiro de 1975, no estúdio da Bearsville em Turtle Creek, Waters canta e toca violão ao lado de Pinetop Perkins (piano) e Bob Margolin (guitarra), da banda de turnê; Paul Butterfield na gaita; Fred Carter Jr. no baixo e na guitarra; Howard Johnson no sax; Levon Helm na bateria e no baixo; Garth Hudson no órgão, no acordeão e no sax. Produção de Henry Glover para a RCO, a companhia que Helm e Glover acabavam de montar — Waters foi o primeiro cliente. 

Eder destaca o slide e os covers de Louis Jordan, “Caldonia” e “Let the Good Times Roll”; as notas da reedição apontam o slide de “Born with Nothing” e o acordeão de Hudson em “Caldonia”. “Fox Squirrel”, original de Waters, só entrou nas reedições em CD.O LP original (Chess CH 60035) foi o último de Waters na Chess. No 18º Grammy, em 1976, levou Best Ethnic or Traditional Folk Recording.

8 de setembro de 2026

Izzo Blues Coalition – Rise Again (2026)

 

01. Go Cat Go (4:44)
02. Tickle Me Pink (3:28)
03. Mea Culpa (4:19)
04. Rise Again (6:15)
05. Bye Bye Baby Blues (3:29)
06. Train Wreck (3:23)
07. Break It Clean (4:17)
08.Go (4:50)
09. Sugar (3:38)
10. Graham Road (3:51)
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Rise Again é o álbum de blues rock contemporâneo 

Izzo Blues Coalition soltou em 6 de fevereiro de 2026: dez faixas, cerca de 42 minutos, crédito de copyright para Bob Telaro.

O quarteto é de Montreal. Tino Izzo canta e toca guitarra. Annie Major-Matte divide o vocal e o teclado. Domenic Romanelli segura o baixo e o backing. Telaro está na bateria. “Go Cat Go” abre. “Tickle Me Pink”, “Rise Again”, “Go”, “Sugar” e “Graham Road” entram no meio — a banda soltou clipe oficial de várias delas no mesmo ciclo. 

Antes deste inglês vieram Complicated Man (2019), Take It or Leave It (outono de 2021) e Cabrel en blues (2025). 

Em dezembro de 2024 a Cashbox Canada já anunciava Rise Again ao lado do single “Merry Christmas Baby”. Izzo, que também produz, já trabalhou com Céline Dion, Roch Voisine, Garou e Bobby Bazini, e nos anos 1990 levou um Billboard Choice Award por discos instrumentais de guitarra.

Curtis Mayfield – There's No Place Like America Today 1975

 

1. Billy Jack — 6:07
2. When Seasons Change — 5:23
3. So In Love — 5:10
4. Jesus — 6:10
5. Blue Monday People — 4:45
6. Hard Times — 3:42
7. Love To The People — 4:06
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Não há lugar como a América de Curtis Mayfield 

Em maio de 1975, no selo Curtom, Curtis Mayfield lançou o sétimo disco solo, There's No Place Like America Today: soul e funk de Chicago, sete faixas todas suas, gravadas no Curtom Studios. 

O título é ironia. A capa recolore a foto de Margaret Bourke-White de 1937, At the Time of the Louisville Flood — fila negra sob o outdoor da família branca sorridente e o slogan original “There's No Way Like the American Way”. 

Mayfield produz, canta, toca guitarra e teclado. Rich Tufo arranja e senta no teclado; Phil Upchurch e Gary Thompson nas guitarras; Lucky Scott no baixo; Quinton Joseph na bateria; Henry Gibson em congas e bongôs; Harold Dessent nas madeiras. Bruce Eder, no AllMusic, destaca a abertura “Billy Jack”, canção de violência armada com naipe de metais de Tufo; “When Seasons Change”, urbanismo com gospel e soul; e “So in Love”, o single que foi ao 67º lugar da Billboard Hot 100 e ao 9º do R&B. 

No meio do disco entram “Jesus” e “Blue Monday People”; “Hard Times” aperta o groove antes do fecho “Love to the People”. Em junho de 1975, Mayfield disse à Billboard que o álbum falava da depressão em que o país estava. 

Anos depois, à NME, colocou o disco entre os seus favoritos. Chegou ao 120º lugar da Billboard 200 e ao 13º das Soul LPs; está em 1001 Albums You Must Hear Before You Die e, em 2013, no 373º lugar da lista da NME. 

7 de setembro de 2026

Oozie Blues - Blues School 2008

 

1. Blues School (4:17)
2. Girl You Must Be Crazy (3:18)
3. Lost Generation (4:40)
4. Alligators (4:40)
5. Why Don't You Let Me Be (5:23)
6. Stormin' Norman (2:54)
7. Too Hard To Please (4:16)
8. I'm Tired Of Cryin' (3:58)
9. Time Tells (3:57)
10. Fat Tuesday (3:12)
11. Hide And Seek (3:31)
12. My Best Friend (4:54)
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Blues School: a aula particular da Oozie Blues Band 

Em 2008, a Oozie Blues Band, do sul da Califórnia, gravou Blues School: doze originais de blues elétrico e American Roots — com saltos de country blues, jump e R&B old school — escritos e cantados por Norman Pingrey, Terry DeRouen e Stephen Guillory

Pingrey, baixista e líder, veio da cena da Bay Area (1988–1995), onde tocou com T.W. Henderson e Deacon Jones e abriu para John Lee Hooker, Elvin Bishop e Joe Louis Walker. 

No disco, a base é voz, duas guitarras, baixo e bateria — Delacy White na caixa — com Guillory, que também ajudou na produção, entrando de gaita, dobro, órgão e conga só quando a faixa pedia. 

DeRouen e Guillory, quatro anos juntos na banda na época da gravação, dividem os solos: o duo aparece em “Lost Generation”, o órgão em “Alligators”, e a gaita em “Why Don't You Let Me Be”, “Time Tells”, “Hide And Seek” e “My Best Friend”. 
A faixa-título abre o programa; “My Best Friend”, de Pingrey, fecha o disco como dedicatória ao fundador Match “Hambone” Hammond.

O CD circulou como registro independente, de repertório 100% autoral, sem a cobertura de AllMusic ou Discogs que costuma acompanhar os nomes grandes do gênero. Anos depois a formação já incluía Ray Brooks, sax e o mesmo Guillory nos palcos do Real Blues Festival of Orange County e do Festival of Lights, em Riverside.

Prince – Timeless (2026)

 

1. I Am You (04:43)
2. Tick Tick Bang (03:12)
3. Heaven (04:28)
4. I Wonder (04:10)
5. With This Tear (03:52)
6. Stone (03:07)
7. Calabama (03:30)
8. The Guilty Ones (04:14)
9. Bestest Friend (04:37)
10. How Come U Don’t Call Me Anymore (Live) (05:53)
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As dez faixas que atravessam 1977 a 2016

Timeless é a coletânea póstuma de Prince que o Estate e a Legacy Recordings soltaram em 28 de agosto de 2026: pop, funk e R&B tirados do Vault, dez faixas em ordem de gravação.

Prince canta, toca e produz a maior parte sozinho. “I Am You” abre em 1977, ainda Minneapolis. “Tick Tick Bang”, de 1981, é a versão que depois mudou de roupa no Graffiti Bridge. “Heaven” vem das sessões de 1985 no Sunset Sound, com Susannah Melvoin no backing. “With This Tear”, gravada em novembro de 1991 no Paisley Park, é a versão dele da balada que ele deu para Céline Dion. “Stone”, de 1995, tem letra de Sandra St. Victor, Tom Hammer e Jules Van Even. “The Guilty Ones”, rock de 26 de outubro de 2007, Ian Boxill no Paisley Park. “Bestest Friend” é de 2012, Chris James no mesmo estúdio. 

Fecha o disco o ao vivo de “How Come U Don’t Call Me Anymore”, lado B de “1999”, etiquetado como 2016. Mix e master ficaram com Chris James; a compilação, com L. Londell McMillan, Charles F. Spicer Jr. e o próprio James. 

Saiu em CD, vinil preto e vinil marmorizado roxo.Em “Calabama”, de 2003, a voz de Prince pede horns duas vezes: o Estate mandou Greg Boyer, Adrian Crutchfield e Lynn Grissett cobrirem o sintetizador; no resto do disco, diz o comunicado, não houve overdub nem IA

O pacote foi anunciado em 4 de junho de 2026, no Prince Celebration em Paisley Park, no ano em que se completaram dez anos da morte dele.