6 de janeiro de 2026

Paul McCartney & Wings - Red Rose Speedway (1973)


1. Big Barn Bed (3:49)
2. My Love (4:06)
3. Get On The Right Thing (4:15)
4. One More Kiss (2:29)
5. Little Lamb Dragonfly (6:18)
6. Single Pigeon (1:53)
7. When The Night (3:36)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (4:22)
9. Medley a - Hold Me Tight (2:23)
10. Medley b - Lazy Dynamite (2:49)
11. Medley c - Hands Of Love (2:13)
12. Medley d - Power Cut (3:50)
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A Rosa Vermelha do Rock: O Renascimento de McCartney com os Wings!
"Red Rose Speedway" (1973), segundo álbum de Paul McCartney & Wings, é uma explosão de pop-rock melódico, com toques de baladas românticas e energia roqueira que ecoam o legado beatle. O estilo mistura harmonias cativantes, orquestrações leves e sintetizadores como Mellotron e Moog, criando um som "plump" e envolvente, perfeito para quem ama melodias inesquecíveis.
Destaques: "My Love", uma balada sentimental que dominou as paradas, a sonhadora "Little Lamb Dragonfly" com sua atmosfera etérea, e o épico medley final de 11 minutos ("Hold Me Tight/Lazy Dynamite/Hands Of Love/Power Cut"), inspirado no de "Abbey Road". 
Banda: Paul nos vocais, baixo e multi-instrumentos, Linda nos teclados e vocais, Denny Laine nas guitarras, Henry McCullough no lead guitar e Denny Seiwell na bateria. Participações especiais? Guitarristas convidados como Hugh McCracken e David Spinozza, além de arranjos orquestrais de Richard Hewson.
Curiosidade: o álbum foi planejado como duplo, incluindo faixas antigas de "Ram", mas a EMI insistiu em reduzi-lo a um LP só, levando o produtor Glyn Johns a abandonar as sessões por desentendimentos com McCartney. No contexto histórico, lançado pós-Beatles em meio a greves no Reino Unido, o disco subiu ao topo das paradas nos EUA apesar de críticas mistas, marcando o renascimento comercial de Paul e pavimentando o caminho para "Band on the Run".

Sun Temple Circus - Sun Temple Circus (2015)

 

A1. Out Of India (6:05)
A2. Lighthouse (10:15)
B1. Et Moi, Et Moi, Et Moi (5:25)
B2. Sun Madness (14:10)
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spotify / via: ezhevika

Sun Temple Circus Desperta Vibes dos Anos 60 com Fogo Etnico!
Sun Temple Circus, o supergrupo alemão de ethno-krautrock, explode em seu álbum autointitulado de 2015, capturando a essência de uma jam session ao vivo cheia de vibes da costa oeste dos anos 60. Misturando sitar hipnótico, guitarras distorcidas e percussão tribal, o disco evoca o psicodelismo de bandas como Can e Grateful Dead, com toques étnicos e experimentais que transportam o ouvinte para um transe cósmico.
Estilo musical: Ethno-krautrock psicodélico, com camadas de rock progressivo e influências indianas, marcado por improvisações longas e atmosferas enfumaçadas.
Pontos altos: "Out Of India", uma abertura mística com sitar de Harry Payuta, e "Sun Madness", um épico de 14 minutos de loucura solar. Integrantes como Tom "The Perc" Redecker (vocais, guitarra), Marlon Klein (bateria, de Dissidenten) e Jochen Schoberth (guitarras) brilham, com participações especiais de Andre Szigethy (teclados) e Uli Bösking (mandola), adicionando texturas únicas.
Curiosidade: Gravado ao vivo em uma única noite no Lagerhaus de Bremen, em maio de 2014, com projeções de óleo e neblina para recriar o clima do Fillmore. Outro detalhe: Lançado em edição limitada de 500 vinis numerados à mão pela Sireena Records, fundado por Redecker, celebrando a supersessão de veteranos do underground alemão.

5 de janeiro de 2026

The Chambers Brothers - A New Time-A New Day (1968)

 

A side
A5. Love Is All I Have (Brian Keenan)
A6. You Got the Power - To Turn Me On (Willie Chambers)

B side
B1. I Wish It Would Rain (B. Strong, N. Whitefield, R. Penzabene)
B3. No, No, No, Don't Say Good-By (Willie Chambers)
B5. A New Time - A New Day (Brian Keenan, Joseph Chambers)
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A New Time - A New Day: O Álbum que Fundiu Soul Psicodélico e Energia Revolucionária nos Anos 60!
Lançado em 8 de outubro de 1968 pela Columbia Records, A New Time - A New Day é o segundo álbum de estúdio dos The Chambers Brothers, uma explosão de psychedelic rock, soul, R&B e funk que captura a essência da era contracultural. Os irmãos afro-americanos do Mississippi, com raízes no gospel, entregam uma sonoridade vibrante com harmonias coletivas potentes, guitarras psicodélicas e ritmos funky, destacando a transição para o soul elétrico.
Faixas marcantes: o hit "I Can't Turn You Loose", cover enérgico de Otis Redding que chegou ao Top 40; a épica título "A New Time - A New Day", com 7:26 minutos de freakout R&B; e rearranjos inspirados como "Where Have All the Flowers Gone" em gospel-soul e "I Wish It Would Rain". 
Os integrantes brilham: Willie Chambers (guitarras, piano, vocais), Lester (harp, vocais), Joe (guitarras, vocais), George (baixo, vocais) e o baterista Brian Keenan, com instrumentação apertada e vocais vitais.
Curiosidade: Gravado às pressas para capitalizar o sucesso de "Time Has Come Today" do álbum anterior, foi produzido por Tim O'Brien, que co-escreveu "Satisfy You" e trouxe influências de seu grupo Flavor. No contexto histórico, o disco reflete o empoderamento negro e psicodelia de 1968, peaking no #16 da Billboard e com lançamento na África do Sul sem fotos da banda multi-racial devido ao apartheid.

New Jersey Kings - Stratosphere Breakdown 1999

 

01. Dreamwaves
02. On Or Off
03. Green Screen
04. Smokin'
05. Les Joies De L'Amour
06. Stoned On Denmark Street
07. Super Seven
08. Stratosphere Breakdown
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Groove Cósmico: O Estrondo do Stratosphere Breakdown

Lançado em 1999, Stratosphere Breakdown do New Jersey Kings é um mergulho vibrante no universo do acid jazz e funk britânico. O álbum reúne faixas intensas como “Dreamwaves”, “Smokin’” e “Super Seven”, que traduzem a energia crua e contagiante da banda. A formação é de peso: James Taylor no Hammond e voz, Andrew McKinney no baixo elétrico, Adam Betts na bateria e Chris Montage na guitarra — cada um imprimindo sua marca em arranjos cheios de groove e improviso.

Curiosidade: O disco nasceu em meio à efervescência da cena londrina dos anos 90, quando o acid jazz ganhava espaço nos clubes e rádios independentes. O Hammond de Taylor, já reconhecido como assinatura sonora, foi gravado em takes quase ao vivo, preservando a espontaneidade e a força da performance. Outro detalhe interessante é a conexão do grupo com o James Taylor Quartet, referência absoluta do gênero, o que reforça o caráter histórico e a relevância do álbum.

Stratosphere Breakdown é mais que um registro musical: é um retrato fiel da pulsação criativa de uma época em que o jazz se reinventava com atitude funk e alma urbana.