“A música dá uma alma ao universo, asas à mente, voo à imaginação e vida a todas as coisas.”
30 de setembro de 2026
Colwell - Winfield Blues Band - Cold Wind Blues (1968) 2001
25 de junho de 2026
T. Rex - T. Rex [Deluxe Edition] (1970) 2014
Em 1970 quando Marc Bolan decidiu trocar o folk psicodélico de Tyrannosaurus Rex por algo mais elétrico, dançante e cheio de atitude. A Deluxe Edition de 2014 do álbum autointitulado T. Rex (lançado originalmente em dezembro daquele ano) é exatamente esse tesouro transicional: um rock vibrante que equilibra raízes folk e psicodélicas com o emergente boogie rock, carregando energia loopy, charme fácil e guitarras que já apontam para o glam explosivo de Electric Warrior.
Marc Bolan comanda tudo nos vocais, guitarras, baixo e órgão, ao lado de Micky Finn na bateria, percussão e vocais, com Tony Visconti na produção, baixo, piano e arranjos de cordas (além de backing vocals de Howard Kaylan e Mark Volman, os Flo & Eddie).
Destaques: “Jewel”, com suas guitarras fuzz potentes e enérgicas; “Beltane Walk”, puro swing boogie; e “Diamond Meadows”, com aquele refrão descontraído e convidativo que já cheira a hit. O som mistura guitarras elétricas integradas de forma suave mas impactante, momentos acústicos pastorais etéreos, cordas que adicionam profundidade emocional e uma energia contagiante que faz você querer dançar e sonhar ao mesmo tempo — tudo remasterizado e expandido na edição deluxe com takes alternativos, sessões BBC e demos que revelam camadas escondidas.
As sessões no Trident Studios (maio a agosto de 1970) começaram com rockers crus como “Jewel” e “Is It Love?”, mostrando Bolan experimentando o novo caminho elétrico enquanto Visconti enriquecia o arranjo com sua visão. Lançado logo após o sucesso do single “Ride a White Swan” (#2 no UK), o álbum antecipou a revolução glam e a Deluxe Edition de 2014 traz takes alternativos, sessões ao vivo da BBC e demos caseiros que nos deixam espiar o processo criativo por trás dessa joia que mudou o rumo de T. Rex para sempre.
8 de abril de 2026
The Doors – 2024 Live At Konserthuset, Stockholm September 20, 1968
Uma Noite Incandescente em Estocolmo: The Doors ao Vivo Como Você Nunca Ouviu
Gravado em 20 de setembro de 1968, The Doors – 2024 Live At Konserthuset, Stockholm captura a essência crua do rock psicodélico com toques de blues e experimentalismo que marcaram época. É como estar no meio da plateia, sentindo cada nota vibrar no ar.
Com Jim Morrison em estado hipnótico, apoiado pela precisão de Ray Manzarek, Robbie Krieger e John Densmore, o álbum entrega versões eletrizantes de clássicos. “Light My Fire” se estende em improvisos incendiários, enquanto “When The Music’s Over” mergulha em uma jornada intensa e quase ritualística. Já “The End”, no show tardio, surge monumental, carregado de tensão e poesia sombria, consolidando o poder performático da banda ao vivo.
Curiosidade: essa apresentação aconteceu em meio à turnê europeia mais ousada do grupo, marcada por experimentações e liberdade criativa no palco. Outro detalhe fascinante: o repertório inclui releituras inesperadas como “Mack The Knife”, revelando a versatilidade e referências teatrais da banda.
4 de março de 2026
Bees Deluxe - Hallucinate 2023
2. When Is Yesterday - 4:56
3. Another Close Shave - 5:44
4. Scared - 3:52
5. Queen Midas - 3:41
6. How to Play 96 Tears - 2:08
7. Nitro - 3:41
8. Call Me Frank - 3:44
9. Men & Women - 3:31
10. Gary Burton’s Ex-Guitar Player Stole My Highschool
11. Houdini - 4:26
12. What’s Wrong with Me? - 3:47
"Hallucinate", o álbum de 2023 da banda Bees Deluxe, de Boston. Definido como "acid blues" – uma fusão ousada de blues de Chicago com rock psicodélico, jazz, funk e toques latinos –, o disco evoca a era dos anos 70, misturando vibes de Steely Dan, Pink Floyd e King Crimson em um som imprevisível e improvisacional.
Com 12 faixas originais, destaques incluem o bouncy "Sharkskin Suit" com guitarra de Jared Egan, o explosivo "Nitro" impulsionado pela bateria de Poogie Bell, e o instrumental elegante "How to Play 96 Tears". Conrad Warre brilha na guitarra cristalina, baixo, vocais e trompete, ao lado de Carol Band (teclados, vocais e harmônica), Allyn Dorr (baixo) e uma banda afiada que cria grooves controlados e etéreos, cheios de distorções e solos hipnóticos.
Curiosidade: Gravado em um estúdio escondido nas florestas de Massachusetts, o álbum levou um ano para ser produzido, atendendo a demandas fervorosas dos fãs por novas músicas.
Detalhe: Dedicado à memória de JR Rost, o disco é comparado a obras de Dali, demandando múltiplas audições para capturar suas camadas de visões e pesadelos musicais.



