Em 1970 quando Marc Bolan decidiu trocar o folk psicodélico de Tyrannosaurus Rex por algo mais elétrico, dançante e cheio de atitude. A Deluxe Edition de 2014 do álbum autointitulado T. Rex (lançado originalmente em dezembro daquele ano) é exatamente esse tesouro transicional: um rock vibrante que equilibra raízes folk e psicodélicas com o emergente boogie rock, carregando energia loopy, charme fácil e guitarras que já apontam para o glam explosivo de Electric Warrior.
Marc Bolan comanda tudo nos vocais, guitarras, baixo e órgão, ao lado de Micky Finn na bateria, percussão e vocais, com Tony Visconti na produção, baixo, piano e arranjos de cordas (além de backing vocals de Howard Kaylan e Mark Volman, os Flo & Eddie).
Destaques: “Jewel”, com suas guitarras fuzz potentes e enérgicas; “Beltane Walk”, puro swing boogie; e “Diamond Meadows”, com aquele refrão descontraído e convidativo que já cheira a hit. O som mistura guitarras elétricas integradas de forma suave mas impactante, momentos acústicos pastorais etéreos, cordas que adicionam profundidade emocional e uma energia contagiante que faz você querer dançar e sonhar ao mesmo tempo — tudo remasterizado e expandido na edição deluxe com takes alternativos, sessões BBC e demos que revelam camadas escondidas.
As sessões no Trident Studios (maio a agosto de 1970) começaram com rockers crus como “Jewel” e “Is It Love?”, mostrando Bolan experimentando o novo caminho elétrico enquanto Visconti enriquecia o arranjo com sua visão. Lançado logo após o sucesso do single “Ride a White Swan” (#2 no UK), o álbum antecipou a revolução glam e a Deluxe Edition de 2014 traz takes alternativos, sessões ao vivo da BBC e demos caseiros que nos deixam espiar o processo criativo por trás dessa joia que mudou o rumo de T. Rex para sempre.



