2. Had Your Way [4:04]
3. Sweet Release [3:27]
4. Bored to Death [3:31]
5. All by Myself [2:38]
6. Getting Sober [3:33]
7. Bluelight [4:35]
8. Hate Me [7:44]
Evidence, disco de estreia de Spike Fuck, saiu em 2 de outubro de 2026 pela Sacred Bones: oito faixas de um artista de Melbourne que a New Noise descreve como casamento desigual de alt-country e new wave, abrasivo e soul ao mesmo tempo. O EP The Smackwave é de 2016; este é o primeiro álbum completo.
Quem produziu foi Adam Hyde, do Peking Duk e do projeto Keli Holiday. O próprio Spike listou Pere Ubu, New York Dolls, The Temptations e Bettye Swan como referências, e disse querer um disco que cortasse como faca.
A New Noise isola a abertura “Can’t Get It Up”, new wave dos anos 1980 com punk setentista na linha dos Heartbreakers; “Had Your Way”, mais lenta, bateria de marcha fúnebre e vocal que lembra Leonard Cohen; e “Sweet Release”, a faixa mais forte da resenha, balada crua, com toque country no texto da Line of Best Fit. “All by Myself”, single anunciado em julho, é o corte glam, o mais perto de um pop. “Bored to Death” entra como soul, e “Hate Me” fecha em balada autodepreciativa. “Getting Sober” saiu com clipe dias antes do álbum.
Hyde o procurou porque gostava de “Smackwave” e o convidou para a final da AFL; o disco foi escrito e gravado em três meses, numa leva que Spike descreveu ao Quietus como afronta ao processo de Pure O, álbum quase pronto e depois abandonado, feito de ressentimento, raiva e deslocamento.
No meio da década entre o EP e este lançamento houve vício, um período curto de treino monástico e o retorno: a New Noise e a Musikexpress registram que ele viveu como mulher trans e depois detransicionou; ele chama evidence de prova de vida e, se pressionado, de um disco sobre desejo.
Se gostou, veja também The Smackwave EP. evidence está na Sacred Bones desde 2 de outubro — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify




